Entre os meses de maio e junho, equipes do Comitê de Acompanhamento Técnico (CT) formadas por especialistas em Engenharia e Geociências voltaram a realizar um novo ciclo de visitas de campo em áreas localizadas no entorno do Mapa de Linhas de Ações Prioritárias dos bairros atingidos pelo afundamento do solo em Maceió.
A coleta dos dados foi realizada com base em dezenas de vistorias de residências e pontos comerciais nos bairros de Flexal, Bebedouro, Farol, Vila Saem e Bom Parto para avaliar eventuais mudanças no solo ou patologias nas edificações, como fissuras, trincas e rachaduras, que possam estar correlacionadas com o fenômeno da subsidência.
De acordo com o coordenador geral do Comitê de Acompanhamento Técnico e da Defesa Civil de Maceió, Abelardo Nobre, essa etapa de visitas em campo segue o compromisso do Comitê em reavaliar constantemente as condições do solo e das edificações de quem mora no entorno do Mapa de Linha de Ações Prioritárias.
“Mesmo contando com uma rede de monitoramento que inclui sismógrafos, imagens de satélite, aparelhos de geoposicionamento e outras tecnologias, temos consciência de que nada substitui a coleta de dados no campo, junto à população, para averiguar se o processo de subsidência continua avançando ou não para outras regiões”, diz Abelardo Nobre. “É um trabalho essencial que mobiliza profissionais de várias especialidades em busca da atualização de dados que garantam mais segurança a todos os moradores das áreas visitadas”.
Após a finalização das visitas, os integrantes do Comitê iniciam nos próximos dias a análise detalhada dos dados coletados para a produção do relatório consolidado, documento que traz as conclusões dos dados coletados sobre as áreas visitadas com previsão de ser protocolado até o final de julho junto ao Ministério Público Federal, e poderá ser acessado na seção de relatórios deste site (www.ctmaceio.com.br/relatórios), onde estão disponíveis todos os relatórios produzidos pelo comitê desde 2021.